CESPE-UnB e FCC: provas aplicadas em 2011

Todos sabemos que o grande diferencial na preparação para concursos públicos é o estudo das questões anteriormente aplicadas pelas bancas organizadoras. Esse é o FOCO que deve (ou deveria!) guiar todas as atividades dos candidatos, professores e cursos preparatórios. Infelizmente, a realidade é outra: a grande maioria dos candidatos acaba por priorizar o estudo por ‘conteúdos’, de maneira isolada e assistêmica, causando muitas confusões, cansaço e desilusões ingênuas após a realização das provas.

Assim, minha recomendação é:
1. Acompanhe TODAS as provas recentes aplicadas pelas organizadoras. No ‘blogroll’ (coluna da direita) tem o link para a pasta zipada das provas aplicadas em 2011 pelo CESPE-UnB e FCC;
2. Estabeleça um cronograma de execução das provas e estudos das questões aplicadas. Priorize as questões usualmente aplicadas em todas as provas (Língua Portuguesa, Atualidades, Informática, Raciocínio Lógico, RJU etc.);
3. Faça pelo menos uma prova por dia (7 dias por semana, 365 dias por ano). Posteriormente estude as questões tendo como base o gabarito divulgado. Caso não possua o material específico, procure na internet em sites confiáveis; mande e-mail aos seus professores; incomode a vizinha, etc. Enfim, saia da passividade que atinge a maioria dos candidatos.

Caso tenha dúvidas quanto ao processo envie um e-mail para prof.omar@terra.com.br ou deixe um comentário no blog.

Não desista do seu sonho!

Coloque a seguinte ‘verdade’ inabalável dentro do seu coração e mente:
serei servidor publico.
Para mudar minha vida e de minha família e, principalmente, de meu País!

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Veja dez erros mais comuns de quem presta concurso

Vários são os erros a que estão sujeitos os candidatos que prestam concursos públicos. Esquecer de ler o edital, de levar documentos exigidos na hora da prova ou até deixar para estudar na véspera são pecados mais comuns do que se imagina. Veja abaixo:

1. Escolher concurso pelo salário e pelo número de vagas
O primeiro erro é escolher o concurso pelo volume de vagas disponíveis e pela remuneração, não pelo perfil do cargo oferecido. Não é incomum, nesses casos, que os recém-contratados descubram que a nova profissão não tem nada a ver com eles ou com a área que querem trabalhar. Muitos bancários concursados para a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil, por exemplo, descobrem tarde demais que odeiam trabalhar em banco. Por isso, o conselho é escolher a carreira pela afinidade, para não ficar desmotivado e desistir do serviço no meio do caminho.

2. Não ler o edital
Esse é um dos erros mais comuns. O edital é a regra do jogo no caso de concursos públicos, é onde estão registradas todas as informações essenciais para ser aprovado. Os livros que vão ser cobrados, a matéria obrigatória na prova, as datas de divulgação dos resultados, que documentos levar, tudo isso está no edital. Vale a pena fazer uma leitura atenta, guardar uma cópia na bolsa para ler no momento em que estiver de bobeira e até imprimir e colar na parede do quarto.

3. Ignorar qual a empresa organizadora do concurso
Saber qual é a empresa ou fundação que vai organizar a prova é importante para conhecer o estilo das questões cobradas – a Cesgranrio, por exemplo, é uma das que fazem os exames mais simples, na opinião de professores de cursinho. As questões cobradas são diferentes da Vunesp, da Fundação Carlos Chagas, do CESPE-UnB, da Funrio, da Cetro, da FGV e da Esaf – todas organizadoras de concursos públicos.

A Esaf, por exemplo, é considerada uma das organizadoras com provas mais difíceis do país. A Vunesp costuma ter exames mais padronizados, além de ser também responsável por vários vestibulares. Saber qual é a organizadora também ajuda a conhecer a banca que irá corrigir o processo seletivo. Algumas são mais tolerantes com autorizam os candidatos a chutar as respostas nas questões e outras não, por exemplo.

4. Priorizar o estudo das matérias mais fáceis para o candidato
Você gosta de português e literatura, por isso se foca em estudar essa área. Todo o resto – matemática, lógica, atualidades – fica em segundo plano. Essa é a fórmula para ir mal no concurso público, na opinião de quem dá aula para as provas. Certas matérias sempre são cobradas e merecem atenção especial. São elas: matemática, português, atualidades e informática.

Abrir mão de uma das disciplinas porque ela é “chata de estudar” não deve ser uma opção para os candidatos. Todas as matérias são importantes, e zerar uma delas – ou seja, errar todas as questões – muitas vezes significa eliminação do processo seletivo.

5. Escolher um concurso de nível médio porque “é mais fácil”
Mais uma armadilha comum, na qual muita gente cai. Em geral, concursos com vagas para nível médio de escolaridade (equivalente ao antigo colegial) são mais fáceis do que os de nível universitário. Apesar disso, o número de candidatos é bem maior, o que faz a concorrência e a dificuldade do exame crescerem. Trata-se de um erro “clássico”.

Vários concorrentes também terão nível universitário, não é uma ideia exclusiva de um ou outro candidato. Outro problema é que o concurso de ensino médio oferece salários menores e carreiras em geral pouco interessantes para quem se formou em universidade. Mais uma vez se cai na armadilha do concurso para um perfil que não é o do candidato.

6. Não fazer planejamento de estudos
Quem for prestar um concurso público tem que estar preparado. As provas são difíceis, principalmente quando o número de vagas é baixo e o cargo oferece boa chance de crescimento e de salário. Um candidato a cargos na Justiça, por exemplo, em geral precisa ter – além do diploma em direito – experiência de até três anos em advocacia. Pensando nisso tudo, se inscrever num processo seletivo e não se planejar para estudar significa não levar a sério a prova. O ideal é separar no mínimo três horas por dia, seis dias por semana, para estudar. O candidato deve fazer resumos das disciplinas cobradas e responder questões de provas anteriores como treinamento e foco.

7. Não simular as condições do concurso
Tem muito a ver com a dica anterior. O concorrente precisa estar com o corpo e o cérebro acostumados à pressão e situações que vai passar na prova do concurso. Deixar de estar preparado fisicamente pode significar dormir demais e chegar atrasado na hora da avaliação. Ou ficar com sono e desconcentrado quando for responder às questões.

8. Esquecer documentos e itens obrigatórios na hora da prova
Tem gente que perde a chance da vida de obter um trabalho por não levar o documento de identidade na hora da prova para o concurso. Esse tipo de coisa é um erro clássico, mas fácil de evitar, dizem os professores de cursinho. Uma saída é fazer uma lista do que levar no dia da prova e checá-la tanto na véspera quanto antes de sair de casa rumo ao local do exame.

9. Deixar o estresse tomar conta
Prestar um concurso público, assim como um vestibular, é estressante. O candidato tem que saber a hora de se desligar dos estudos e viver – encontrar a família, a namorada e os amigos. Um dos efeitos da pressão é o desânimo, segundo o professor Flávio Martins, dirigente da rede de cursinhos LFG. Ele já havia dado os mesmos conselhos anteriormente, para o R7. Quem se estressa desanima, e quem desanima desiste de estudar no meio do caminho.

– É essencial que o estudante faça intervalos durante os estudos, para descansar a mente e os olhos. Em média, a cada hora de leitura, o candidato deve parar por dez minutos.

10. Achar que apenas o cursinho preparatório resolve
É comum que candidatos se matriculem no cursinho e achem que isso basta. Todos os professores foram unânimes em dizer que o aluno precisa estudar em casa e se preparar fora da sala de aula, seja sozinho ou em um grupo de estudos. Muitas vezes é esta preparação que faz a diferença: muita gente frequenta cursinhos, mas poucos se dedicam de fato, seja dentro ou fora dos cursos.

Só com método, com foco, com disciplina é que hoje se passa na prova do concurso público. Não basta chegar e sentar para fazer o exame. É preciso ter calma, estudar por um bom tempo antes da prova, ter predisposição para refletir sobre as questões. Trabalhar para o governo oferece muitas vantagens, mas os concursos públicos estão cada vez mais difíceis.

(Adaptado do R7)