Arquivo da categoria: Conhecimentos Pedagógicos

Magistério RS 2013: Análise da prova – HABILITAÇÕES e possibilidades de recursos

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Bom dia, queridas e queridos colegas.

Conforme prometido, com um pouco de atraso, posto a análise com comentários das 15 (dez) questões de Conhecimentos Pedagógicos aplicadas nas provas para as HABILITAÇÕES.

Cotejei as assertivas com o programa e toda a bibliografia oficial indicada no concurso.

Comentário geral das questões
Como já falei nos comentários no blog, minha opinião sobre a condução da prova por parte do organizador é que várias questões foram aplicadas de maneira amadora e pouco focada na necessidade de selecionar professores com capacidade de análise crítica, contextualistas e especialistas em uma educação mediadora. Percebemos a grande diferença entre a qualidade das questões de CP na prova em 2012 e as que vimos agora.

Entre outros problemas, julgo GRAVÍSSIMO a não citação dos autores que fundamentavam a maioria das questões e a ausência de indicação de fonte em expressões utilizadas literalmente nos enunciados.

Faltou objetivo e unidade, tendo como base um bom programa e excelentes autores indicados na bibliografia oficial. Não tenho dúvidas que o responsável fez várias escolhas muito duvidosas ao propor “pegadinhas”, “decorebas”, “completar lacunas”,  muito distante dos objetivos e finalidades da educação contemporânea  na necessidade de selecionar professor comprometidos e contextualizados da realidade.

Uma pena…

Sobre o uso da análise das questões
A análise parte da pesquisa e minha visão acerca dos tópicos tratados. É um ponto de vista e, como sabem, todo ponto de vista é visto de um ponto. Não deve servir para desestimular outros recursos ou visões distintas dos colegas. Ou seja: se acreditam em erros, incorreções, dubiedade em outros itens da prova supracitada, FAÇAM TANTOS RECURSOS QUANTO NECESSÁRIOS, sem esperar a chancela de ninguém.

Possibilidade de recurso nas questões 14 e 18 
Das questões, vislumbro recursos na questões supracitadas que possuem erros formais insanáveis.
IMPORTANTE: O comentários são apenas fundamentos para a elaboração dos recursos de cada um. Recomendo que não critiquem o organizador na elaboração do mesmo. Apenas coloquem os elementos que tornam a questão/item dúbia ou incorreta. Sejam diretos e formais.

O texto modelo do recurso proposto pelo Prof. Pólux, ontem é um excelente guia. Vejam AQUI .

O Prof. Giorgio também fez um excelente modelo redacional. Vejam AQUI  .

Clique abaixo para baixar o arquivo com os comentários (PDF):

>>> Análise CP – Habilitações – SEDUC/RS 2013 <<<

Um abraço a todos.

Espero poder ter ajudado e continuar auxiliando dentro das minhas inúmeras limitações a caminhada dos meus queridos alunos e colegas.

Espero compreensão da banca organizadora e torço para que tudo se resolva bem!

Prof. Omar Martins
https://www.facebook.com/prof.omarmartins

Magistério RS 2013: Análise da prova – ANOS INICIAIS e possibilidade de recurso

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente". HENFIL

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”. HENFIL

Boa tarde, queridas e queridos colegas.

Conforme prometido, posto a análise com comentários das 10 (dez) questões de Conhecimentos Pedagógicos aplicadas nas provas para os ANOS INICIAIS do Ensino Fundamental.

Cotejei as assertivas com o programa e toda a bibliografia oficial indicada no concurso.

Comentário geral das questões
Como já falei nos comentários no blog, minha opinião sobre a condução da prova por parte do organizador é que quase a totalidade das questões foi trabalhada de maneira amadora e displicente, muito diferente do concurso no ano passado.

Entre outros problemas, julgo GRAVÍSSIMO a não citação dos autores que fundamentavam a maioria das questões e a ausência de indicação de fonte em expressões utilizadas literalmente nos enunciados.

Faltou objetivo e unidade, tendo como base um bom programa e excelentes autores indicados na bibliografia oficial. Não tenho dúvidas que o responsável fez escolhas muito duvidosas ao exigir conhecimentos específicos, através de “pegadinhas”, “decorebas”, “completar lacunas”,  muito distante dos objetivos e finalidades da educação contemporânea  na necessidade de selecionar professor comprometidos e contextualizados da realidade.

Uma pena…

Sobre o uso da análise das questões
A análise parte da pesquisa e minha visão acerca dos tópicos tratados. É um ponto de vista e, como sabem, todo ponto de vista é visto de um ponto. Não deve servir para desestimular outros recursos ou visões distintas dos colegas. Ou seja: se acreditam em erros, incorreções, dubiedade em outros itens da prova supracitada, FAÇAM TANTOS RECURSOS QUANTO NECESSÁRIOS, sem esperar a chancela de ninguém.

Possibilidade de recurso na questão 16 
Das questões, vislumbro recurso na questão 16 que possui um erro formal insanável.
IMPORTANTE: O comentários são apenas fundamentos para a elaboração dos recursos de cada um. Recomendo que não critiquem o organizador na elaboração do mesmo. Apenas coloquem os elementos que tornam a questão/item dúbia ou incorreta. Sejam diretos e formais. O texto modelo do recurso proposto pelo Prof. Pólux, ontem é um excelente guia.

Vejam em http://agoraead.wordpress.com/2013/05/22/magisterio-rs-2013-proposta-de-recurso-questao-8-lingua-portuguesa-habilitacoes-prof-polux-martins/ .

Clique abaixo para baixar o arquivo com os comentários (PDF):

>>> Análise questões CP – ANOS INICIAIS – SEDUC/RS 2013 <<<

Continuo analisando as questões de Conhecimentos Pedagógicos na prova para as Habilitações.

Acredito que até amanhã consiga postá-la no blog.

Um abraço a todos.

Espero poder ter ajudado e continuar auxiliando dentro das minhas inúmeras limitações a caminhada dos meus queridos alunos e colegas.

Prof. Omar Martins
https://www.facebook.com/prof.omarmartins

Magistério RS 2013: Comentários e possíveis recursos de Conhecimentos Pedagógicos

Boa noite, colegas:
Acabei de retornar e vi que há dezenas de comentários, e-mails e/ou postagens no Facebook.

Vejamos:

1. Só recebi as provas integrais agora à noite. Agradeço muito as queridas colegas Prof. Fabiane e Candida pela gentileza;

2. Vi que a maioria das postagens diz respeito a itens que já comentei nos comentários das postagens (as questões sobre Perrenoud, Macedo, Hoffmann, Freire etc). Ocorre que nem todos olham os comentários anteriores e repostam ou enviam e-mails. Para organizar nossa confusão criativa, irei comentar questão a questão, fundamentando a partir dos autores, analisando e opinando acerca de possíveis recursos. De antemão digo que acredito em pelo menos um recurso em cada prova (habilitações e 5.1);

3. Imagino que possa postar amanhã ou mais tardar na sexta-feira todas as análises. O prazo recursal é dia 27/5;

4. Cada um deve analisar sua prova e suas anotações e entrar com tantos recursos forem necessários. Não há necessidade da chancela de um professor ou blogueiro. Tudo que postar será a título de sugestão.

Um abraço a todos.

Prof. Omar Martins

Angel Pérez GÓMEZ: “Novas tecnologias com velhas pedagogias não servem para nada”

No Brasil, o educador espanhol é conhecido principalmente por seu livro em coautoria com o Prof. José Gimeno Sacristán, "Compreender e Transformar o Ensino" (Artmed, 1998).

No Brasil, o educador espanhol é conhecido principalmente por seu livro em coautoria com o Prof. José Gimeno SACRISTÁN, “Compreender e Transformar o Ensino” (Artmed, 1998).

Ou as escolas mudam ou vão desaparecer em pouco tempo, diz Angel Pérez GÓMEZ, professor da Universidade de Málaga, na Espanha. Em suas pesquisas sobre inovação digital, ele procura responder a uma pergunta fundamental para a educação: como adequar as instituições às exigências da era digital? Muito mais do que equipá-las com aparatos tecnológicos, Gómez sugere a reformulação total dos currículos e das metodologias de ensino.

“O mais importante é a pedagogia.
Novas tecnologias com velhas pedagogias não servem para nada.”

compreender-e-transformar-o-ensinoO foco do ensino, defende o pesquisador, deve passar da transmissão de informações para o desenvolvimento de competências, incluindo até o trabalho com atitudes, emoções e valores. Para isso, Goméz propõe uma inversão pedagógica: os alunos devem assistir em casa a vídeos com informações e conceitos e ir à escola para debater, resolver problemas, tirar dúvidas e trabalhar com projetos.

Preocupado com temas de currículo, didática e formação de professores, Angel Pérez Gómez é autor e coautor de 18 livros e mais de 100 artigos acadêmicos. É pedagogo e licenciado em psicologia e filosofia e ciências da educação. Além da docência, também atua como gestor de pesquisas no Ministério da Educação espanhol. Ele virá ao Brasil nesta semana para debater suas propostas com professores e outros especialistas na 20ª Feira Educar, em São Paulo. Em entrevista a ÉPOCA, ele adiantou as principais ideias que levará para o encontro.

ÉPOCA – Que tipos de aprendizagem são essenciais para a era digital? Eles são muito diferentes dos que ensinamos hoje?

Angel Pérez Gómez – Sim, são muito diferentes, porque os sistemas escolares que temos hoje são do século XIX, adaptados às exigências de uma sociedade que não tem nenhuma relação com a atual. A aprendizagem exigida hoje é de ordem superior, e a escola que temos é dedicada a transmitir informação e pedir que os alunos acumulem, retenham e reproduzam informação. Na era digital, a informação é inabarcável e pode ser acessada por qualquer pessoa. É preciso saber processar, reconstruir, organizar e utilizar a informação de maneira crítica e criativa para resolver os problemas de um mundo tão complexo. A evolução é tão rápida e crucial que ou as escolas se adaptam às novas exigências ou vão desaparecer em pouco tempo. Surgirão outras instituições que cumpram esse papel. As escolas têm que se flexibilizar.

ÉPOCA – A memorização perdeu importância?

Gómez – Ela tem importância. Ainda é preciso memorizar dados e códigos básicos usados frequentemente. Por exemplo, no caso da linguagem, temos de memorizar um vocabulário extenso. Mas, em outras situações, isso não faz sentido. Na Espanha, as aulas de geografia ainda cobram os nomes dos rios que passam pelas capitais europeias. Se há necessidade de saber isso, vamos a uma enciclopédia digital. O desafio da escola atual é formar mentes que saibam pensar, orientar-se, tomar decisões e atuar.

ÉPOCA – De que maneira a escola pode ajudar a formar esse pensamento crítico e criativo?

Gómez – A melhor maneira de fazer isso é substituir um currículo fragmentado em disciplinas por um currículo centrado em problemas. O que temos que trabalhar são os problemas da vida cotidiana. O importante é recorrer a conceitos da matemática, da física, da geografia, entre outros, para entender e resolver problemas. Um currículo do tipo requer um ensino interdisciplinar e muito mais ativo. O aluno tem que ir à escola para fazer coisas – não apenas escutar e repetir. Ele tem que fazer projetos, debater, pensar, criar. É preciso inverter a metodologia didática. O professor pode gravar vídeos com informações e conceitos e colocá-los na internet, para que o aluno lhes assista em casa, quando quiser e quantas vezes quiser. Depois, na escola, ele vai tirar dúvidas e trabalhar em grupos.

ÉPOCA – Esse currículo tem competências básicas ou elas são flexíveis?

Gómez – Existem apenas três competências básicas, que são válidas para todos os estudantes: ser capaz de utilizar de maneira crítica e criativa o conhecimento da humanidade; ser capaz de colaborar e conviver em sociedades cada vez mais heterogêneas; e ser capaz de desenvolver-se com autonomia, aprender a aprender. Se falamos de capacidades e habilidades mais concretas, há flexibilidade. A criança pode escolher aquelas em que se sobressai, as que têm relação com suas maneiras de pensar, seus interesses e ânimos. A personalização do ensino é importante.

ÉPOCA – Também é papel da escola ensinar valores e atitudes?

Gómez – Não podemos prescindir de nenhum desses cinco recursos para enfrentar problemas: conhecimentos, habilidades, atitudes, emoções e valores. Os valores significam as finalidades, para onde queremos ir. Como construir seu próprio projeto de vida? A escola também deve dar conta disso. Sem se preocupar com as emoções, as atitudes e os valores, ela é muito pouco eficaz na preparação das crianças para a vida. Hoje, ela leva muito tempo para ensinar conteúdos que são esquecidos rapidamente.

ÉPOCA – No Brasil, é muito comum pensar que emoções e valores devem ser trabalhados pela família e não pela escola.

Gómez – Toda a comunidade educativa tem que intervir de maneira harmônica e convergente para educar uma criança. A família tem um papel importantíssimo, assim como a escola, mas nem sempre ela está preparada para ajudar seus filhos a desenvolver sua inteligência emocional e comparar seus valores. Especialistas devem fazer isso na escola, orientando os pais no processo de construção de um menino mais sensato, crítico, equilibrado, solidário etc. A maioria dos pais e das mães não sabe como orientar os filhos em determinados assuntos. Como vão orientar para emoções, valores e atitudes se a maioria dos intercâmbios entre os jovens ocorre agora pela internet, nas redes sociais? É mundo complexo e muito distante do mundo dos adultos. E eles reconhecem isso.

ÉPOCA – O senhor fala em dar mais autonomia para os estudantes no processo de aprendizagem. Qual, então, passa a ser o papel do professor?

Gómez – O professor deve passar de ser um transmissor de informação para um facilitador da aprendizagem. Deve ser um tutor permanente para as crianças. Primeiro, deve ensinar com seu exemplo como buscar, selecionar e avaliar as informações. É uma missão mais difícil e complexa.

ÉPOCA – Algumas escolas dão muita importância aos aparatos tecnológicos. Eles são fundamentais?

Gómez – Para mim, o mais importante é a pedagogia usada com as novas tecnologias. Novas tecnologias com velhas pedagogias não servem para nada. O mais importante é que o professor esteja preparado para usar bem essas poderosíssimas ferramentas ao serviço de novas pedagogias que ajudam as crianças a aprender. Estados e municípios deveriam focar seus esforços na melhor qualificação dos seus docentes.

ÉPOCA – Atualmente há um descontentamento geral em torno da escola. O que impede as mudanças? Quais são as barreiras?

Gómez – Nós temos que mudar a cultura pedagógica e isso leva muito tempo. Todos os professores foram formados nessa escola do século XIX. Ensinamos como nos ensinaram. Custa muitíssimo pensar que outro tipo de escola é possível – e mais eficaz. Mas não é uma tarefa difícil para os docentes assumir essa inversão pedagógica, também chamada de flipped learning, e isso pode significar uma alteração muito profunda.

Fonte: Revista Época.

FDRH vai divulgar gabarito do concurso 2013 do MAGISTÉRIO antes do previsto

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A Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH) e a Secretaria da Educação do RS (Seduc) anteciparam a divulgação do gabarito do concurso público do magistério, realizado no domingo, 19/5.

O gabarito será publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 22/5, dois dias antes do previsto.

O sucesso do concurso contou muito para a antecipação, declara o Diretor-Presidente da FDRH, Jorge Branco. “O critério era aguardar a chegada de todas as atas e cartões-resposta à nossa sede. Assim, a FDRH concluiu esta etapa com a chegada de todos os materiais e executores, que foram conferidos e verificados, o que possibilitou antecipar a divulgação do gabarito. O certame transcorreu sem problemas, foi um sucesso”, explica Jorge.

Com informações da FDRH-RS.

Magistério RS 2013: Simulado PRÉ-PROVA e DICAS

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No próximo domingo, dia 19/5, a Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Sul (SEDUC-RS) realiza prova objetiva de concurso público para a seleção de 10 mil novos professores para a rede pública estadual.

Tivemos a satisfação de ter, ao longo dos últimos meses, centenas de alunos nos nossos cursos EAD  e nos módulos de língua portuguesa, legislação e conhecimentos pedagógicos.

Queremos agradecer aos nossos professores militantes da educação, em especial aos Profs. Pólux Martins (Língua Portuguesa), Omar Martins (Conhecimentos Pedagógicos e Legislação), Giorgio Forgiarini e Taís Flores (Legislação) e a todos nossos alunos, docentes e futuros docentes para uma educação de qualidade no nosso país.

Fechando com chave de ouro nossa preparação, colocamos à disposição um SIMULADO PRÉ-PROVA de acordo com o programa e bibliografia oficial para o módulo I do certame.

AGORA + EAD disponibiliza a todos os seus alunos SIMULADO PRÉ-PROVA.

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Além do simulado com 35 questões, o Prof. Omar Martins disponibiliza aos seus alunos e leitores do blog, um QUADRO-RESUMO ESQUEMATIZADO de Conhecimentos Pedagógicos para o estudo e revisão.

>>> Baixe aqui QUADRO-RESUMO do Prof. Omar Martins <<<

Por que as cotas raciais deram certo no Brasil

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Política de inclusão de negros nas universidades melhorou a qualidade do ensino e reduziu os índices de evasão. Acima de tudo, está transformando a vida de milhares de brasileiros

Amauri Segalla, Mariana Brugger e Rodrigo Cardoso | ISTOÉ Edição 2264

Antes de pedalar pelas ruas de Amsterdã com uma bicicleta vermelha e um sorriso largo, como fez na tarde da quarta-feira da semana passada, Ícaro Luís Vidal dos Santos, 25 anos, percorreu um caminho duro, mas que poderia ter sido bem mais tortuoso. Talvez intransponível  Ele foi o primeiro cotista negro a entrar na Faculdade de Medicina da Federal da Bahia. Formando da turma de 2011, Ícaro trabalha como clínico geral em um hospital de Salvador. A foto ao lado celebra a alegria de alguém que tinha tudo para não estar ali. É que, no Brasil, a cor da pele determina as chances de uma pessoa chegar à universidade. Para pobres e alunos de escolas públicas, também são poucas as rotas disponíveis. Como tantos outros, Ícaro reúne várias barreiras numa só pessoa: sempre frequentou colégio gratuito, sempre foi pobre – e é negro. Mesmo assim, sua história é diferente. Contra todas as probabilidades, tornou-se doutor diplomado, com dinheiro suficiente para cruzar o Atlântico e saborear a primeira viagem internacional. Sem a política de cotas, ele teria passado os últimos dias pedalando nas pontes erguidas sobre os canais de Amsterdã? Impossível dizer com certeza, mas a resposta lógica seria “não”.

Desde que o primeiro aluno negro ingressou em uma universidade pública pelo sistema de cotas, há dez anos, muita bobagem foi dita por aí. Os críticos ferozes afirmaram que o modelo rebaixaria o  nível educacional e degradaria as universidades. Eles também disseram que os cotistas jamais acompanhariam o ritmo de seus colegas mais iluminados e isso resultaria na desistência dos negros e pobres beneficiados pelos programas de inclusão. Os arautos do pessimismo profetizaram discrepâncias do próprio vestibular, pois os cotistas seriam aprovados com notas vexatórias se comparadas com o desempenho da turma considerada mais capaz. Para os apocalípticos, o sistema de cotas culminaria numa decrepitude completa: o ódio racial seria instalado nas salas de aula universitárias, enquanto negros e brancos construiriam muros imaginários entre si. A segregação venceria e a mediocridade dos cotistas acabaria de vez com o mundo acadêmico brasileiro. Mas, surpresa: nada disso aconteceu. Um por um, todos os argumentos foram derrotados pela simples constatação da realidade. “Até agora, nenhuma das justificativas das pessoas contrárias às cotas se mostrou verdadeira”, diz Ricardo Vieiralves de Castro, reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. ISTOÉ entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo.”

Por ser recente, o sistema de cotas para negros carece de estudos que reúnam dados gerais do conjunto de universidades brasileiras. Mesmo analisados separadamente, eles trazem respostas extraordinárias. É de se imaginar que os alunos oriundos de colégios privados tenham, na universidade, desempenho muito acima de seus pares cotistas. Afinal, eles tiveram uma educação exemplar, amparada em mensalidades que custam pequenas fortunas. Mas a esperada superioridade estudantil dos não cotistas está longe de ser verdade. A Uerj analisou as notas de seus alunos durante 5 anos. Os negros tiraram, em média, 6,41. Já os não cotistas marcaram 6,37 pontos. Caso isolado? De jeito nenhum. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também é referência no País, uma pesquisa demonstrou que, em 33 dos 64 cursos analisados, os alunos que ingressaram na universidade por meio de um sistema parecido com as cotas tiveram performance melhor do que os não beneficiados. E ninguém está falando aqui de disciplinas sem prestígio. Em engenharia de computação, uma das novas fronteiras do mercado de trabalho, os estudantes negros, pobres e que frequentaram escolas públicas tiraram, no terceiro semestre, média de 6,8, contra 6,1 dos demais. Em física, um bicho de sete cabeças para a maioria das pessoas, o primeiro grupo cravou 5,4 pontos, mais dos que os 4,1 dos outros (o que dá uma diferença espantosa de 32%).

Em um relatório interno, a Unicamp avaliou que seu programa para pobres e negros resultou em um bônus inesperado. “Além de promover a inclusão social e étnica, obtivemos um ganho acadêmico”, diz o texto. Ora, os pessimistas não diziam que os alunos favorecidos pelas cotas acabariam com a meritocracia? Não afirmavam que a qualidade das universidades seria colocada em xeque? Por uma sublime ironia, foi o inverso que aconteceu. E se a diferença entre cotistas e não cotistas fosse realmente grande, significaria que os programas de inclusão estariam condenados ao fracasso? Esse tipo de análise é igualmente discutível. “Em um País tão desigual quanto o Brasil, falar em meritocracia não faz sentido”, diz Nelson Inocêncio, coordenador do núcleo de estudos afrobrasileiros da UnB. “Com as cotas, não é o mérito que se deve discutir, mas, sim, a questão da oportunidade.” Ricardo Vieiralves de Castro fala do dever intrínseco das universidades em, afinal, transformar  seus alunos – mesmo que cheguem à sala de aula com deficiências de aprendizado. “Se você não acredita que a educação é um processo modificador e civilizatório, que o conhecimento é capaz de provocar grandes mudanças, não faz sentido existir professores.” Não faz sentido existir nem sequer universidade.

Mas o que explica o desempenho estudantil eficiente dos cotistas? “Os alunos do modelo de inclusão são sobreviventes, aqueles que sempre foram os melhores de sua turma”, diz Maurício Kleinke, coordenador-executivo do vestibular da Unicamp. Kleinke faz uma análise interessante do fenômeno. “Eles querem, acima de tudo, mostrar para os outros que são capazes e, por isso, se esforçam mais.” Segundo o professor da Unicamp, os mais favorecidos sabem que, se tudo der errado na universidade, podem simplesmente deixar o curso e voltar para os braços firmes e seguros de seus pais. Para os negros e pobres, é diferente. “Eles não sofrem da crise existencial que afeta muitos alunos universitários e que faz com que estes desistam do curso para tentar qualquer outra coisa.” Advogado que entrou na PUC do Rio por meio de um sistema de cotas, Renato Ferreira dos Santos concorda com essa teoria. “Nós, negros, não podemos fazer corpo mole na universidade”, diz. Também professor do departamento de psicologia da Uerj, Ricardo Vieiralves de Castro vai além. “Há um esforço diferenciado do aluno cotista, que agarra essa oportunidade como uma chance de vida”, diz o educador. “Ele faz um esforço pessoal de superação.” Esse empenho, diz o especialista, é detectável a cada período estudantil. “O cotista começa a universidade com uma performance mediana, mas depois se iguala ao não cotista e, por fim, o supera em muitos casos.”

O cotista não desiste. Se desistir, terá de voltar ao passado e enfrentar a falta de oportunidades que a vida ofereceu. Por isso, os índices de evasão dos alunos dos programas de inclusão são baixos e, em diversas universidades, até inferiores aos dos não cotistas. Para os críticos teimosos, que achavam que as cotas não teriam efeito positivo, o que se observa é a inserção maior de negros no mercado de trabalho. “Fizemos uma avaliação com 500 cotistas e descobrimos que 91% deles estão empregados em diversas carreiras, até naquelas que têm mais dificuldade para empregar”, diz Ricardo Vieiralves de Castro. Com o diploma em mãos, os negros alcançam postos de melhor remuneração, o que, por sua vez, significa uma chance de transformação para o seu grupo social. Não é difícil imaginar como os filhos dos cotistas terão uma vida mais confortável – e de mais oportunidades – do que seus pais jamais tiveram.

Por mais que os críticos gritem contra o sistema de cotas, a realidade nua e crua é que ele tem gerado uma série de efeitos positivos. Hoje, os negros estão mais presentes no ambiente universitário. Há 15 anos, apenas 2% deles tinham ensino superior concluído. Hoje, o índice triplicou para 6%. Ou seja: até outro dia, as salas de aula das universidades brasileiras lembravam mais a Suécia do que o próprio Brasil. Apesar da evolução, o percentual é ridículo. Afinal de contas, praticamente a metade dos brasileiros é negra ou parda. Nos Estados Unidos, a porcentagem da população chamada afrodescendente corresponde exatamente à participação dela nas universidades: 13%. Quem diz que não existe racismo no Brasil está enganado ou fala isso de má-fé. Nos Estados Unidos, veem-se negros ocupando o mesmo espaço dos brancos – nos shoppings, nos restaurantes bacanas, no aeroporto, na televisão, nos cargos de chefia. No Brasil, a classe média branca raramente convive com pessoas de uma cor de pele diferente da sua e talvez isso explique por que muita gente refuta os programas de cotas raciais. No fundo, o que muitos brancos temem é que os negros ocupem o seu lugar ou o de seus filhos na universidade. Não há outra palavra para expressar isso a não ser racismo.

Com a aprovação recente, pelo Senado, do projeto que regulamenta o sistema de cotas nas universidades federais (e que prevê que até 2016 25% do total de vagas seja destinado aos estudantes negros), as próximas gerações vão conhecer uma transformação ainda mais profunda. Os negros terão, enfim, as condições ideais para anular os impedimentos que há 205 anos, desde a fundação da primeira faculdade brasileira, os afastavam do ensino superior. Por mais que os críticos se assustem com essa mudança, ela é justa por fazer uma devida reparação. “São muitos anos de escravidão para poucos anos de cotas”, diz o pedagogo Jorge Alberto Saboya, que fez sua tese de doutorado sobre o sistema de inclusão no ensino superior. Acima de tudo, são muitos anos de preconceito. Como se elimina isso? “Não se combate o racismo com palavras”, diz o sociólogo Muniz Sodré, pesquisador da UFRJ. “O que combate o racismo é a proximidade entre as diferenças.” Não é a proximidade entre as diferenças o que, afinal, promove o sistema de cotas brasileiro?

Com informações da ISTOÉ. Fotos: Arquivo pessoal; Adriano Machado/Ag. Istoé; Ana Carolina Fernandes; Orestes Locatel; Link Photodesign

Magistério Estadual RS: FDRH-RS escolhida como organizadora do próximo concurso

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A SEDUC-RS publicou hoje, dia 31.1, no Diário Oficial do Estado (DOE-RS – pág. 30) aviso de dispensa de licitação com a FDRH-RS para a realização de novo concurso público para a seleção de 10 mil novos PROFESSORES. Edital está programado para ser publicado nas próximas semanas. Dica do Prof. Larri Mendes do Ipc Concursos.

Estudo sobre o ProUni mostra que renda cresceu em 73% dos casos

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Uma pesquisa com ex-bolsistas do Programa Universidade para Todos (Prouni) em São Paulo mostrou que quase três quartos deles conseguiram aumentar sua renda após concluir o curso de graduação. De acordo com Fabiana Costa, doutora em educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), foram entrevistados 150 jovens que se formaram no ensino superior entre 2010 e 2011, para identificar o impacto que a bolsa de estudo teve na inserção dos egressos no mercado de trabalho e na melhoria de sua condição socioeconômica.

Prouni distribui bolsas de estudos para estudante de baixa renda em faculdades particulares. O prazo de inscrição foi fechado nesta segunda-feira (21.1). Foram inscrtitos 1,03 milhões de candidatos para mais de 162 mil bolsas. A primeira convocação dos selecionados será nesta quinta-feira (24.1).

A pesquisa foi tema de sua tese de doutorado, defendida em novembro do ano passado, e apresentada no último fim de semana no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Recife (PE). Na pesquisa, 73,4% afirmaram que, depois de se formarem, conseguiram aumentar sua renda em relação à época em que ingressaram no ensino superior. Dentro deste grupo, 10,5% tiveram o salário incrementado entre 71% e 100%, e 27,9% mais do que dobraram a renda (em relação ao total de participantes, Fabiana afirmou que 18,6% aumentou a renda em mais do que 100%).

A pesquisadora explicou ao G1 que o universo da pesquisa abordou o mercado de trabalho e e a condição sócioeconômica relativos à cidade de São Paulo. “A realidade foi feita com base na capital. A pesquisa é feita dentro de um determinado contexto e um determinado tempo”, disse.

PESQUISA SOBRE EGRESSOS DO PROUNI
Universo: 150 bolsistas do programa que concluíram a graduação entre 2010 e 2011 em São Paulo
Inserção no mercado de trabalho: 85% deles afirmaram que estão trabalhando; desses, 64% têm carteira assinada e renda de um a cinco salários mínimos
Nível socioeconômico familiar: 81% das mães e 91% dos pais dos bolsistas entrevistas não têm diploma universitário
Melhoria da renda: Após conquistar o diploma, 73,4% dos entrevistados conseguiram aumentar sua renda. Dos 150 participantes, 18,6% conseguiu mais que dobrar sua renda
Fonte: Pesquisa “O Prouni e seus egressos: uma articulação entre educação, trabalho e juventude”, de Fabiana Costa, PUC-SP

Fabiana Costa, doutora em educação pela PUC-SP, apresenta sua tese em evento da UNE. (Foto: Adolfo Sonteria/Divulgação/UNE)

Outro número destacado por ela tem a ver com a utilidade do diploma conquistado por meio das bolsas de estudo integrais ou parciais. De acordo com a pequisa, 72,6% dos 150 bolsistas entrevistados afirmaram que, atualmente, estão trabalhando na área em que se formaram no ensino superior. O número de estudantes no mercado de trabalho antes e depois de receberem a bolsa se manteve em 85%. Desses, 64% dos egressos tinham carteira assinada e renda de um a cinco salários mínimos.

O Prouni foi criado pelo Ministério da Educação em 2004 com o objetivo de oferecer bolsas de estudos integrais ou parciais em instituições privadas de educação superior a estudantes com renda de até três salários mínimos.

A seleção é feita exclusivamente pela internet, e as inscrições para o processo seletivo do primeiro semestre de 2013 foram encerradas na noite de segunda-feira (21). Nesta edição, são oferecidas 162.329 bolsas distribuídas em 12.159 cursos de 1.078 instituições.

Primeiro diploma da família
Um dos dados da pesquisa de Fabiana que melhor definem o perfil socioeconômico dos egressos do Prouni entrevistados é o fato de que o diploma universitário deles foi o primeiro da família. “Os dados mostram que 81% das mães e 91% dos pais dos entrevistados só têm o ensino médio”, afirmou Fabiana.

A educação formal dos pais e das mães dos bolsistas é parecida: 39% dos pais tinha fundamental incompleto, e 23% chegaram a concluir o ensino médio. No caso das mães, 36,6% delas abandonou a rede de ensino sem terminar o ensino fundamental, e 21,9% chegaram ao fim do ciclo básico.

Além disso, 6% das mães e 5% dos pais dos estudantes que responderam às perguntas não sabem ler nem escrever.

“Os egressos enxergam o Prouni como porta de entrada e oportunidade de concluir a graduação”, disse a pesquisadora.

Falta assistência e sobra burocracia
Fabiana, que há anos se dedica a pesquisar o programa do MEC, e publicou um livro com sua dissertação de mestrado concluída em 2008, na qual pesquisou a realidade dos bolsistas durante a graduação, afirmou que muitos dos ex-bolsistas entrevistados para sua tese de doutorado apontaram no Prouni os mesmos problemas que ela havia escutado há mais de cinco anos.

O principal deles é a falta de assistência estudantil aos estudantes, o que dificulta sua permanência na instituição. “Poderia haver mais bolsas e auxílio para esses alunos de graduação, por serem de baixa renda”, sugeriu ela.

Além disso, muitos deles afirmaram que as instituições participantes do Prouni oferecem cursos de baixa qualidade “em termos de conteúdo” e nos quais, em muitos casos, o bolsista decide se matricular por falta de opção. “O Prouni tem essa lacuna: O aluno não tem a opção de escolher muito, vai fazer o curso que conseguiu na segunda ou terceira chamada, se esforça e se dedica para isso.”

O excesso de burocracia é outro fator de reclamação dos estudantes. A bolsa integral custeia todo o valor da mensalidade e é destinada a candidatos que tenham renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. Já a parcial custeia 50% da mensalidade e é oferecida a quem possui renda familiar per capita de até três salários mínimos.

Porém, o programa exige a comprovação de renda todos os semestres, não só no semestre de ingresso do bolsista. Fabiana conta que, quando fazia seu mestrado, escutou casos de estudantes que perderam a bolsa por causa de uma melhoria na renda familiar, mas isso faz com que, por exemplo, muitos bolsistas evitem conseguir um estágio na área em que estudam com medo de perder a bolsa.

No formulário de entrevistas para o seu doutorado, ela afirmou ter lido mais depoimentos sobre esse tipo de limitação. “Se o programa é para ajudar, por que ele vai perder a bolsa?”, questiona.

Com informações do G1.

Prouni tem quase 1 milhão de inscritos

prouni

Estudantes tinham até as 23h59 de ontem (21.1) para se inscrever no Programa Universidade para Todos (ProUni). Neste último dia, foram registrados 965.116 inscritos até as 20 horas desta segunda-feira. Até o momento, foram registradas 1.874.729 inscrições, já que cada candidato pode fazer até duas opções de curso. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet.

A primeira divulgação dos resultados será no dia 24 deste mês e a segunda, no dia 8 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das etapas poderá entrar na lista de espera nos dias 24 e 25 de fevereiro.

O ProUni, criado pelo Ministério da Educação (MEC), concede bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições privadas de educação superior. No primeiro semestre de 2013, estão sendo oferecidas 162.329 bolsas, sendo 108.686 integrais e 53.643 parciais (cobertura de 50% da mensalidade).

Para concorrer à bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa até um salário mínimo e meio (R$ 1.017). Para as bolsas parciais, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos (R$ 2.034) por pessoa. Cada estudante pode optar por até dois cursos.

Para participar, é preciso ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em estabelecimento particular na condição de bolsista. Também é pré-requisito ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 e atingido pelo menos 450 pontos, além de não ter zerado a nota da redação.

O estudante que conseguir apenas uma bolsa parcial (50% da mensalidade) pode custear a outra parte por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) sem a necessidade de apresentar fiador. Para isso, é preciso que a instituição onde o aluno pretende se matricular tenha firmado termo de adesão ao Fies e ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

Estão dispensados dos requisitos de renda para a obtenção de bolsa os professores da rede pública em efetivo exercício do magistério da educação básica, integrantes de quadro de pessoal permanente de instituição pública. Eles concorrem exclusivamente a bolsas para cursos de licenciatura.

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